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Nova
era de celular aproxima pessoas e negócios
17/07/2008
Já
se foi o tempo em que o telefone era utilizado
apenas para fazer ligações. Hoje, a sua capilaridade,
principalmente na telefonia móvel, possibilita
que o usuário acesse a internet, e-mails, faça
movimentação bancária, agende compromissos, e
agora, pague contas. Pagar contas? Sim. Trata-se
do Mobile Payment, tecnologia que possibilita
o pagamento de compras e serviços por dispositivos
móveis como celulares e smartphones, informou
a Agência Sebrae.
Segundo
especialistas do segmento, esse novo mecanismo
veio para revolucionar as tradicionais formas
de consumo. No Brasil, todo o ciclo de desenvolvimento
de Mobile Payment foi extremamente rápido, até
mesmo em comparação com mercados de maior Produto
Interno Bruto (PIB) ou desenvolvimento tecnológico,
como o Japão. Para muitos, este ano, acontecerão
importantes evoluções no mercado de m-payment
no País, como consolidação dos modelos de negócios
e adesão em massa de lojistas e usuários.
O
serviço representa também uma importante alternativa
para micro e pequenos empresários, que não têm
condições de oferecer aos seus clientes outros
meios eletrônicos de pagamento, devido ao alto
custo cobrado pelas bandeiras de cartão de crédito.
O surgimento do mobile payment faz parte do fenômeno
de expansão contínua do mercado de meios eletrônicos
de pagamento, acompanhada de perto pelo Sebrae,
tendo em vista a importância que o assunto adquiriu
nas estratégias de aumento de competitividade
dos negócios.
Expansão
Algumas empresas de telefonia no Brasil já estão
buscando oferecer aos seus clientes esta nova
tecnologia. A empresa Oi, por exemplo, lançou
para seus usuários o Oi Paggo. De acordo com a
empresa, o serviço de mobile payment oferece conveniência
e segurança, uma vez que é à prova de clonagem,
necessitando de uma senha pessoal para confirmar
cada compra.
Para
utilizar o serviço, basta ao usuário dar o número
do seu Oi para o lojista e autorizar a transação,
que é feita por meio de Oi Torpedo (SMS) gratuito,
dispensando o tradicional terminal POS, utilizado
pelas bandeiras de cartão de crédito. A transferência
dos dados dura poucos instantes e é operacionalizada
entre o Oi do cliente e o Oi do estabelecimento,
que possui um chip diferenciado.
Segundo
a empresa, além de segurança e praticidade, o
usuário tem economia ao utilizar este meio de
pagamento. A anuidade é gratuita, sendo cobrada
apenas uma taxa de R$ 2,50 nos meses em que o
serviço for utilizado. O serviço também possui
os benefícios dos cartões convencionais, tais
como: limite de crédito, fatura separada da conta
do Oi, para que o usuário escolha a melhor data
de vencimento e o valor do pagamento; possibilidade
de parcelamento e até 40 dias para pagar. O serviço
oferece crédito a clientes pré-pagos e pós-pagos
da companhia.
“Com
este serviço entramos também em pequenos estabelecimentos
comerciais que não oferecem o serviço de cartão
de crédito tradicional, devido ao alto custo de
aluguel do POS (terminal utilizado pelo lojista
para passar o cartão de crédito), como por exemplo,
salões de beleza, bares, táxis”, afirma a assessoria
da Oi.
Assim
é o caso do empresário Miguel Ângelo Leal Pires,
sócio da empresa Bibi Sucos, localizada no Leblon,
no Rio de Janeiro. Segundo ele, 30% do faturamento
da sua empresa são obtidos através de meios eletrônicos
de pagamento. Já em sua outra loja, que fica num
shopping da cidade, esse faturamento sobe para
60%.
“A
Bibi Sucos foi uma das oitos lojas que participou
do projeto-piloto para a implantação do Oi Paggo.
O serviço é bom, porém ainda pouco divulgado.
Muitas pessoas não utilizam o serviço porque não
o conhece. Dos cerca de 30% do meu faturamento
obtidos por meios eletrônicos de pagamento, apenas1%
a 2% vêm do Oi Paggo”, explica Miguel.
fonte:
Pequenas Empresas e Grandes Negócios
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